Nunca vou me esquecer do carro em terceira…

A noite em que ele me disse “nunca andei tanto com o carro em terceira assim” foi quente. Nos conhecemos na faculdade. Acho que a vida queria que nos aproximássemos. Quase sempre a gente se trombava pelos corredores ou escada da entrada.

Ele era só mais um até o dia em que ouvi a voz dele. Diferente, gostosa, sexy. Estávamos em uma reunião da faculdade. Logo me cortei, como sempre pensando “para agora baby! A voz dele é normal! Nem olhe pra ele!”.

Ainda bem que nessas situações onde o corpo ferve de tesão, nunca ouvi os meus conselhos. Aquela voz entrou na minha cabeça. Olhei pra ele e já imaginei muita coisa.

Desde esse dia, entre os outros tantos caras da faculdade, passei a enxergar aquele homem. Nos aproximamos por causa das reuniões em comum. Então ele fez o que não devia pra acabar comigo: foi pra aula de terno.

Lembro que não ouvi nada da reunião. Olhava pra ele e ouvia a voz dele e só pensava sacanagem. Senti minha calcinha molhada nesse dia. Olhava pra ele e me imaginava ele de terno, com o pau duro em mim, enquanto eu o beijava.

Alguém na reunião me tirou dos meus pensamentos: “Laurinha, o que você acha?” e eu olhei pro pessoal sem nem saber o que falavam. Que homem era aquele? Me deixava maluca. A sorte é que naquele dia, alguém saiu falando na frente e peguei o bonde andando e me dei minha opinião.

No outro dia falei com uma amiga sobre ele: “ele é lindo, voz maravilhosa, vai pra aula de terno, eu estou enlouquecendo”. E ela respondeu “Juízo, Laura! Por favor! Esses caras de faculdade sabe como é!”.

Se ele era mais um desses comedores de faculdade, não sei. Sei que nunca me arrependi de confiar nele. Ele tinha muita coisa pra me expor de verdade, me desmoralizar faculdade afora e nunca o fez.

Era melhor não pensar mais nele. Era melhor não desejar mais ele. Era melhor não olhar pra ele. Era melhor não aceitar os abraços dele. Era melhor fugir dele. Era melhor não ficar morta de tesão com os beijos que ele me dava.

Num desses beijos no rosto, ele esbarrou na minha boca. Eu fiquei completamente desmontada. Não importava o dia que chegava pra aula, a gente se trombava na escada. Nos corredores.

Trocamos whats e ele não saia do meu pensamento. Sofri de tesão de um lado e ele de outro por quatro meses. Até que aconteceu nosso primeiro beijo. Ele me levava da faculdade pra casa.

Em um desses dias, eu enlouqueci. Mostrei a ele a cor da minha unha, colocando a mão esquerda no pau dele e perguntando se estava linda mesmo. Ele já deu aquele sorriso que eu amava e disse “está linda sim”.

Passou a mão na minha coxa. Eu estava de saia e meia calça. Só “por causa do inverno”. Ele dirigia bem enquanto fazia qualquer outra coisa. A gente pegava fogo naquele carro nos sinais vermelhos.

Se as buzinas dos carros de trás contassem, diriam que matamos muita gente de inveja. Nesse dia, ele pegou a minha mão e colocou de novo no pau dele. eu sentia aquele pau duro dentro da calça e estava louca pra chupar.

Então ele abriu a calça enquanto me beijava em um desses sinais fechados. E começou a dirigir o carro em terceira bem devagar. Beijos ardentes. Ele puxava o meu cabelo. Passava a mão pelos meus peitos.

Abriu a calça. Comecei masturbando-o pra sentir a reação dele ao meu toque. Então ele me beijava com mais vontade a cada subida e descida que eu dava com a mão no pau dele.

No som do carro, uma música que eu nem ouvia, ele abaixou o som. Disse que queria ouvir os meus gemidos enquanto o chupava. Eu alternava entre chupar o pau dele e beijar aquela boca.

Tudo isso acontecia enquanto ele dirigia. Com o carro em terceira, pelo lado direito. Às vezes eu olhava pra ter noção de onde estávamos. Beijava gostoso, chupava mais gostoso ainda e o tesão naquele carro estava quase explodindo.

Enquanto eu o chupava, ele dirigia, gemia, me chamava de louca e me masturbava com o dedo. Eu estava molhada demais. Morta de tesão. Foi aí que não quis mais beijar aquela boca. Ouvi ele dizer:

– Se continuar, vou encher sua boca! – Falou ele todo entregue à mim.

– Então enche! Quero ver! – Desafiei, precisava ouvir o gemido dele, gozando pra mim.

Ele gemia e dizia que eu era louca. Eu chupava mais gostoso. Gemia naquele pau, era muito tesão. E ele de terceira no carro, seguindo pela direita, com o carro em terceira me deixava cada vez mais louca. Até que ouvi ele dizer de novo:

– Você é louca! É louca!

E gemeu gostoso enquanto eu sentia o gosto da porra dele em minha boca. Me chamou de louca, disse que eu era a puta dele. Como boa puta, engoli a porra dele. Ele dizia “cospe isso” e eu engoli.

Ele disse “nunca andei tanto de terceira”. E entramos em meu bairro. Ele me deixou na porta de casa. Dizendo que ia contar as horas pra aula do dia seguinte.

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