Postagens da categoria: Contos Eróticos
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Vamos falar sem papas na língua e sem água com açúcar. Hoje a sedução deixou de ser sedução, não existe mais aquele quê de inocência, não existe mais aquele ar de mistério na hora da conquista, agora é ai se eu te pego e se pegar… Foi-se o tempo em que o namoro era no portão. Lembra? Eu também não, mas ouvi várias histórias sobre o flerte nos tempos da “carochinha”. Os dois sentados comportadamente na sala de estar com a mãe entre eles de lenço na mão a derramar lágrimas por causa do final da novela, transmitida pelo rádio. […] […] Continue lendo →

01
ago

Fora de Rumo

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Isso aqui é para você que me deixa fora de rumo. Que me faz navegar na sua órbita. Somente na sua órbita. Envolvida no círculo vicioso do seu abraço. Do seu sorriso. Dos seus lábios. De você. Eu perco o prumo. Corpo e alma fogem do controle. O amor tem controle? Ele simplesmente invade o seu espaço e aí a vida não tem mais obstáculos. A cautela já era. Eu me jogo. Eu arrisco. Eu desejo. Eu sou prazer. Eu quero tudo. Sem rumo… Sem direção. Sigo as linhas tortas da vida e vou pelo caminho certo. Eu posso até […] […] Continue lendo →

20
jun

Sobre a Nudez

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Não é só o meu corpo que está nu. A alma também. Estou nua para o mundo, de peito aberto. Estou nua para a paixão. Nua para qualquer emoção que valha. Nua para você. Estou nua para o toque macio dos seus dedos. Despida de preconceitos. Vazia de moral. Nua sobre o teu corpo que espera na cama. Estou nua para o prazer. Nua para o jantar à luz de velas. Estou nua para os beijos no banco da praça. Nua para o algodão doce no parque de diversões. Estou nua para o romance. Estou nua para o medo. Nua […] […] Continue lendo →

13
jun

Eu Quero Tudo

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Tenho pouco tempo para escrever estas linhas. Sinto fome. Preciso engolir o querer em prol da sanidade. Não é somente um desejo. Eu quero tudo, mas ficarei no vazio das minhas emoções. Eu quero tudo. Um sorriso. Aquele abraço. Beijo de despedida. Sua pele. O carinho. Amor? Aí eu estaria pedindo demais né? You can’t have everything. Be satisfied with the little you may get it como já cantava Doris Day. Tudo. Ser aquele brinquedo no canto do quarto. As incertezas da vida. O perigo do jogo. O abismo que nos separa. Aquele olhar que não retribui. Um mau pensamento. […] […] Continue lendo →

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No tapete da sala com direito à trilha sonora meio sinistra do filme que passava no DVD. O título? Lembro muito bem, mas prefiro dizer que era um clássico da ficção científica. Tudo aconteceu tão rápido e de repente nossos corpos dançavam a música dos amantes enquanto você perguntava com tesão: namora comigo? Eu aceitei e você passou a fazer parte da minha rotina. Certo dia fiz um jantar à luz de velas para celebrar o nosso romance. Eu preparava a sobremesa na cozinha. Você veio e encostou meu corpo na mesa. Eu fiquei no seu colo e lá na […] […] Continue lendo →

23
mai

38 Graus

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O corpo quente. Lá fora o termômetro marca 38C° e aqui dentro do peito queima o fogo da lubricidade. A exaltação máxima do amor. Não consigo dormir. A cama ferve de solidão. Pensamentos vadios penetram a madrugada quente. Pensamentos sensuais, censuráveis… Trinta e oito graus e a falta de sono levam ao delírio. Febre… Fantasia… Corpos misturados sob os lençóis de seda a transpirar amor. Palavras sujas sussurradas, doces ao pé do ouvido. São trinta e oito graus provocantes. Trinta e oito graus de sensualidade. Trinta e oito graus de bocas, pernas, peitos, corpos, gozos, rubor, Afrodite, êxtase, palavras sem […] […] Continue lendo →

16
mai

Casa da Sogra

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Eu e meu marido fomos visitar meus sogros. Ele vem de uma família puritana, daquelas que não aceitam nem beijo no rosto, onde o namoro tem que ser dentro de casa e se fôssemos passear que voltássemos antes das 22h, por favor! Dona Jurema mora em um apartamento com o marido Gilmar. Nos cômodos tinha aquele cheiro de naftalina. Os móveis ainda eram um pouco antiquados, TV com tubo, rádio com toca-fitas, o videocassete contrastava com o aparelho de DVD, presente do meu marido. Tomávamos chá com canela e dona Jurema fez biscoitos caseiros. Entre conversas e muitas risadas surgiu […] […] Continue lendo →

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